Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os Correios enfrentam uma crise financeira significativa, registrando um déficit histórico de R$ 3,2 bilhões em 2024, o que representa metade do déficit total das estatais federais no período.
Além disso, a empresa tem enfrentado dificuldades operacionais, incluindo atrasos no pagamento de salários aos funcionários. Em janeiro deste ano, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP) protocolou um ofício cobrando explicações da direção da estatal sobre o não cumprimento do acordo trabalhista que garante o pagamento dos salários no último dia útil de cada mês.
Esse rombo financeiro é atribuído a diversos fatores, incluindo a decisão de abrir mão de processos bilionários e a implementação de medidas que resultaram em gastos elevados, como a assunção de uma dívida de R$ 7,6 bilhões com o fundo de pensão Postalis e o gasto de aproximadamente R$ 200 milhões com “vale-peru”.
Só no terceiro trimestre de 2024, a empresa registrou um rombo de R$ 785,5 milhões, aumento de 780% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Diante dessa situação, os Correios estão implementando medidas de austeridade para tentar reverter o quadro financeiro, como a suspensão temporária de contratações de pessoal terceirizado e a renegociação de contratos com redução de valores.